Atletismo

OSCAR PISTORIUS DURING THE PHOTOCALL AT THE OLYMPIC PARK IN LOND

Participam atletas com deficiência física e visual, em provas masculinas e femininas. As provas têm especificidades de acordo com a deficiência dos competidores e se dividem em corridas, saltos, lançamentos e arremessos. Nas provas de pista (corridas), dependendo do grau de deficiência visual do atleta, ele pode ser acompanhado por um atleta-guia (que corre junto ao atleta ligado por uma cordinha. Ele tem a função de direcionar o atleta na pista, mas não devem puxá-lo, sob pena de desclassificação). As competições seguem as regras da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), com algumas modificações que possibilitam ao atleta competir (uso de próteses, cadeira de rodas ou ser acompanhado por um guia), no entanto sem dar-lhes vantagem em relação aos seus adversários.

Classificação funcional

Consiste em uma categorização que o atleta recebe em função de seu volume de ação, ou seja, a capacidade de realizar movimentos, colocando em evidencia as potencialidades dos resíduos musculares, de seqüelas de algum tipo de deficiência, bem como os músculos que não foram lesados. Essa avaliação é feita através de teste de força muscular, teste de coordenação (realizado geralmente para atletas com paralisia cerebral e desordem neuromotoras) e teste funcional (demonstração técnica do esporte realizado pelo atleta). Os classificadores analisam o desempenho do atleta considerando os resultados obtidos nos testes.
Para provas de campo – arremesso, lançamentos e saltos


F – Field (campo)
F11 a F13 – deficientes visuais
F20 – deficientes mentais
F31 a F38 – paralisados cerebrais (31 a 34 -cadeirantes e 35 a 38 – ambulantes)
F40 – anões
F41 a F46 – amputados e Les autres
F51 a F58 – Competem em cadeiras (seqüelas de Polimielite, lesões medulares e amputações)

Para provas de pista – corridas de velocidade e fundo


T – track (pista)
T11 a T13 – deficientes visuais
T20 – deficientes mentais
T31 a T38 – paralisados cerebrais (31 a 34 -cadeirantes e 35 a 38 – ambulantes)

T41 a T46 – amputados e les autres
T51 a T54 – Competem em cadeiras (seqüelas de Polimielite, lesões medulares e amputações)

OBS: As classificações são as mesmas para ambos os sexos. Entretanto, os pesos dos implementos utilizados no arremesso de peso e nos dois tipos de lançamento (dardo e disco) são de acordo com a classe de cada atleta.

Histórico

Desde a Paraolimpíada de Roma, em 1960, o atletismo faz parte do programa paraolímpico oficial. Homens e mulheres sempre competiram em grande número. Por costumar ser disputado nos principais estádios dos Jogos Paraolímpicos, este esporte é um dos que mais atraem público. Outro motivo deste sucesso é o fato de a modalidade ter provas tradicionais como a maratona e os 100m rasos, dentre outras.

O atletismo trouxe nada menos que 60 das 106 medalhas paraolímpicas nacionais (56%). As primeiras vieram em 1984, tanto em Nova Iorque quanto em Stoke Mandeville, Inglaterra. Nos Estados Unidos foram conquistadas seis medalhas: um ouro, três pratas e dois bronzes. Na cidade inglesa, o Brasil obteve cinco medalhas de ouro, nove de prata e uma de bronze. Em Seul-88, mais três ouros, oito pratas e quatro bronzes entraram nesta vitoriosa caminhada. Na Paraolimpíada de Barcelona, em 92, os competidores trouxeram três ouros e um bronze. O lugar mais alto do pódio não veioem Atlanta-96. O País obteve cinco medalhas de prata e seis de bronze. Em Sydney-2000, quatro ouros, quatro pratas e um bronze coroaram a campanha do atletismo brasileiro.

Fonte: http://www.cpb.org.br/modalidades/modalidades.asp