Ciclismo para Deficientes

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Paralisados cerebrais, deficientes visuais, amputados e lesionados medulares (cadeirantes) competem nas categorias masculina e feminina. O ciclismo paraolímpico pode ser praticado no individual ou por equipe. As regras seguem as da União Internacional de Ciclismo-UCI, mas com pequenas alterações relativas à segurança e à classificação dos atletas, feitas pela entidade que gerencia a modalidade: o Comitê de Ciclismo do Comitê Paraolímpico Internacional. As bicicletas podem ser de modelos convencionais ou triciclos (para paralisados cerebrais, segundo o grau de lesão). O ciclista cego compete em bicicleta dupla – também chamada de “tandem” – com um guia que pedala no banco da frente. Ambos podem ser do mesmo sexo ou não. Para os cadeirantes, a bicicleta é pedalada com as mãos: é o handcycling. As provas são de velódromo, estrada e contra-relógio.

No velódromo, as bicicletas não têm marchas e percorrem uma pista oval que varia entre 250 e 325m de extensão. Diversas são as distâncias percorridas e os tipos de prova, sendo a velocidade uma constante fundamental. Na estrada, os ciclistas de cada categoria largam ao mesmo tempo. As competições são as mais longas da modalidade, com até 120km de percurso. Além da velocidade, é fundamental ter um grande preparo físico. As disputas de contra-relógio exigem mais rapidez do que resistência. Cada atleta larga de um em um minuto, e pedala contra o tempo. Com isso, a posição dos ciclistas na pista não dize, necessariamente, a colocação real em que se encontram.

Histórico

O esporte começou a se desenvolver no início da década de 80. Somente deficientes visuais competiam. A Paraolimpíada de Nova Iorque-84 marcou a primeira aparição do ciclismo paraolímpico nos Jogos. Paralisados cerebrais, amputados e deficientes visuais participaram das provas. Em Seul, 1988, o ciclismo de estrada entrou no programa oficial de disputas. A partir de Atlanta-96, cada tipo de deficiência passou a ser avaliado mais especificamente. Nesta competição foram incluídas provas de velódromo. Em Sydney-2000, o handcycling (ciclismo com as mãos) teve provas de exibição.

Para o Brasil, a estréia nos Jogos Paraolímpicos ocorreu em Barcelona, com Rivaldo Gonçalves Martins. Dois anos depois, na Bélgica, o mesmo ciclista, amputado de perna com prótese, se sagrou campeão mundial na prova de contra-relógio. Rivaldo também competiu em Atlanta-96. Desta vez, ele foi aos Estados Unidos ao lado de Roberto Carlos Silva, amputado de braço, sem prótese. Em Sydney-2000, Roberto e Cláudio Santos foram os representantes nacionais. Nos Jogos Parapan-americanos de Mar del Plata, em 2003, o País trouxe dois ouros com Rivaldo (contra-relógio e estrada) e uma prata com Roberto (contra-relógio).

                                                              Velódromo

As bicicletas não têm marchas e a competição acontece em uma pista oval que varia entre 250 e 325 metros de extensão. Velocidade em todas as provas é fundamental.

Estrada

Os ciclistas de cada categoria largam ao mesmo tempo. As competições são as mais longas da modalidade, com até 120 km de percurso.

Contra-relógio

Exigem mais velocidade que resistência. Os atletas largam de um em um minuto, pedalando contra o tempo. Nesta prova a posição dos ciclistas na pista não diz, necessariamente, a colocação real em que se encontram, pois tudo depende do tempo.

No Brasil, a modalidade é administrada organizada pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).

Classificação

LC – Locomotor Cycling (Pessoas com dificuldade de locomoção)

LC1 – Atletas com pequeno prejuízo em função da deficiência, normalmente nos membros superiores.

LC2 – Atletas com prejuízo físico em uma das pernas, permitindo o uso de prótese para competição.

LC3 – Atletas que pedalam com apenas uma perna e não podem utilizar próteses.

LC4 – Atletas com maior grau de deficiência, normalmente amputação em um membro superior e um inferior.

Tandem – Para ciclistas com deficiência visual (B1, B2 e B3). A bicicleta tem dois assentos e ambos ocupantes pedalam em sintonia. Na frente, vai um ciclista não-deficiente visual e no banco de trás o atleta com deficiência visual.

Handbike – Para atletas paraplégicos que utilizam bicicleta especial impulsionada com as mãos.

Handbike

Para atletas paraplégicos que utilizam bicicleta especial impulsionada com as mãos.

Handbike Tricycle Cycling

Tandem

Handbike H 1 Tricycle T 1 Cycling C 1

Tandem B

Handbike H 2 Tricycle T 2 Cycling C 2

Handbike H 3 Cycling C 3

Handbike H 4 Cycling C 4

Cycling C 5