Futebol de Sete

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Praticado somente por atletas homens com paralisia cerebral, com seqüelas de traumatismo crânio-encefálico ou acidentes vasculares cerebrais. Segue as regras da FIFA, com adaptações feitas sob a responsabilidade da Associação Internacional de Esporte e Recreação para Paralisados Cerebrais (CP-ISRA). O campo tem no máximo 75m x 55m, com balizas de 5m x 2m e a marca do pênalti fica a 9,20m do centro da linha de gol. Cada equipe tem sete jogadores em campo (com o goleiro) e cinco reservas. A partida dura 60 minutos, divididos em dois tempos de 30, com intervalo de 15. Não há regra de impedimento e a cobrança da lateral pode ser feita com apenas uma das mãos, rolando a bola no chão. Todos os jogadores pertencem às classes menos afetadas pela paralisia cerebral, ou seja, são todos andantes.

Histórico

Associação Internacional de Esporte e Recreação de Paralisados Cerebrais (CP-ISRA) foi fundada em 1978, mesmo ano em que surgiu o futebol de 7 para pessoas com este tipo de deficiência. Edimburgo, Escócia, foi palco das primeiras partidas. A primeira Paraolimpíada em que a modalidade esteve presente foi em Nova Iorque, 1984. A partir daí, o emocionante esporte não deixou de fazer parte dos Jogos.

Ivaldo Brandão introduziu o futebol de 7 no País em 1989, no Rio de Janeiro. Em Barcelona-92, o Brasil estreou em Jogos Paraolímpicos e ficou em sexto lugar no geral. A Paraolimpíada de Atlanta-96 foi quando a seleção teve sua pior campanha, pois foi a última em seu grupo e a penúltima na classificação geral. Sydney-2000 foi o auge da modalidade no Brasil. Na Austrália, a campanha da seleção começou com um empate:2 a 2 com a Rússia. O segundo jogo da primeira fase foi contra a Espanha. Outro empate: 1 a 1. Precisando vencer para ir à semifinal, os brasileiros não tomaram conhecimento dos donos da casa e fizeram 4 a 0. Com esta performance, a equipe nacional encarou a Ucrânia. Após um acirrado confronto, mais um empate: 1 a 1 no tempo normal. Na prorrogação, os ucranianos marcaram 1 a 0. Com a derrota, os meninos pegaram Portugal na disputa pelo terceiro lugar. De virada, deu Brasil: 2 a 1. Este pódio significou a inédita medalha do País num esporte coletivo.

                                                              Classificação

Os jogadores são distribuídos em classes de 5 a 8, de acordo com o grau de comprometimento físico. Quanto maior a classe, menor o comprometimento do atleta. Durante a partida, o time deve ter em campo no máximo dois atletas da classe 8 (menos comprometidos) e, no mínimo, um da classe 5 ou 6 (mais comprometidos). Os jogadores da classe 5 são os que têm o maior comprometimento motor e, em muitos casos, não conseguem correr. Assim, para estes atletas, a posição mais comum é a de goleiro. Vale lembrar que a paralisia cerebral compromete de variadas formas a capacidade motora dos atletas, mas, em cerca de 45% dos indivíduos, a capacidade intelectual não é comprometida.