Halterofilismo

halterofilismo-deficientes

Os atletas executam um movimento denominado supino, em que ficam na posição deitada em um banco. O movimento começa no momento em que tiram a barra do apoio – com ou sem a ajuda do auxiliar central – deixando o braço totalmente estendido e flexionam o braço descendo a barra até a altura do peito. Em seguida, elevam-na até a posição inicial, finalizando o movimento. Competem nesta modalidade atletas com deficiência física nos membros inferiores ou paralisia cerebral. As categorias são subdivididas pelo peso corporal de cada atleta. São dez femininas e dez masculinas. O atleta tem direito a três tentativas de realizar o movimento e a de maior peso será validada. Durante a execução do movimento, vários critérios são observados pelos árbitros, como o começo do movimento a partir do sinal sonoro emitido pelo árbitro central, a execução contínua do movimento e a parada nítida da barra no peito.

Classificação

É a única modalidade em que os atletas são categorizados por peso corporal, como no halterofilismo convencional. São eligíveis para competir atletas amputados, les autres com limitações mínimas, atletas das classes de paralisia cerebral e atletas das classes de lesões na medula espinhal. Os competidores precisam ter a habilidade de estender completamente os braços com não mais de 20 graus de perda em ambos cotovelos para realizar um movimento válido de acordo com as regras.

Histórico

A primeira vez na qual o halterofilismo paraolímpico apareceu numa Paraolimpíada foi em 1964, na capital japonesa Tóquio. Na época, o esporte era usualmente chamado de “Levantamento de Peso”. A deficiência dos atletas era exclusivamente a lesão de coluna vertebral. Desde então até os Jogos de Atlanta-96, a participação foi exclusivamente masculina. Quatro anos depois, em Sydney, as mulheres competiram pela primeira vez. Atualmente, 109 países dos cinco continentes possuem halterofilistas paraolímpicos.

Os brasileiros fizeram sua estréia paraolímpica em Atlanta-96. Marcelo Motta foi o representante nacional. Em Sydney-2000, Alexander Whitaker, João Euzébio e Terezinha Mulato competiram. Três anos depois, no Parapan de Oklahoma, Estados Unidos, Marcelo Motta ganhou o ouro, batendo o recorde das Américas na categoria até 60kg. João Euzébio (até 82,5kg) e Terezinha Mulato (até 60kg) ganharam uma prata cada. Walmir de Souza (até 75kg) levou o bronze. Ainda em 2003, nos Jogos de Stoke Mandeville, Alexander Whitaker se sagrou campeão mundial na categoria até 67,5kg. Com este resultado, o halterofilista se tornou recordista parapan-americano. Whitaker e Euzébio representam o Brasil em Atenas.